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Tito Paris, o filho querido de Cabo Verde, nasce no seio de uma família dedicada à música. Aprendeu os primeiros acordes na guitarra com a sua irmã, foi tocando com os irmãos e com o primo Bau, que também se viria a tornar célebre e recebeu a influência de músicos como o clarinetista Luís Morais e o pianista Chico Serra. Aos 19 anos ruma a Lisboa, a convite de Bana para integrar a sua banda “A Voz de Cabo Verde”.

Já em Lisboa, Tito Paris cedo começa a conquistar o seu espaço então na florescente cena da capital portuguesa, ao acompanhar Bana, Dany Silva, Paulino Vieira, Paulo de Carvalho, Celina Pereira e Vitorino. Como compositor começa a escrever para vários artistas como Bana e Cesária Évora e é aí que começa a seguir uma carreira em nome próprio. Tito Paris, aos poucos, torna-se num dos maiores embaixadores da música de Cabo Verde em Portugal.

Em 1987 lança e produz o seu primeiro álbum, “Fidjo Maguado”, um trabalho que destaca principalmente o seu virtuosismo à guitarra e mais tarde, em 1994 grava o disco “Dança Ma Mi Criola”, pela editora MB Records de Boston, EUA. Em 1996 “Graça de Tchega”, o seu terceiro disco de originais, leva-o a atuar um pouco por todo o mundo e a promover a sua música e a de Cabo Verde.

Em 2002, regressa a estúdio e lança “Guilhermina”, a sua música torna-se sinónimo das pontes culturais entre o mundo lusófono, o semba e a coladeira juntam-se à sua voz rouca única e que chega agora um pouco a todos os quatro cantos do mundo.

Em 2012 comemoraram-se os seus 30 anos de carreira, que contou com um grande concerto em Roterdão, com a Orquestra Metropolitana da Holanda, com o lançamento de uma fotobiogra a acompanhada de documentário, com um concerto esgotado no Coliseu dos Recreios de Lisboa e ainda a atribuição da medalha da cidade de Lisboa.

Em 2017, Tito Paris é um dos maiores marcos culturais de Cabo Verde, as pontes que tem criado entre os países de língua portuguesa levaram-no a receber a condecoração de grau de Comendador da Ordem do Mérito pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. O ano fica ainda marcado pelo regresso do músico aos discos, com o lançamento do álbum “Mim ê Bô” que conta com a participação especial do falecido rei da morna Bana, com Boss AC e o músico brasileiro Zeca Baleiro. O ano termina com a apresentação ao vivo do tão aguardado disco “Mim ê Bô” no Coliseu de Lisboa completamente esgotado.

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